segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Wait,wait!You don't got a hold of me anymore!

   Nos últimos dias - ou deveria dizer na última semana? - as mudanças me pareceram constantes.A chegada da realidade em que me encontrava,a depressão por não se sentir capaz,a felicidade por ter de volta algo que tanto desejava,a tristeza por se ver vivendo uma vida infeliz sem aquilo que parecia não voltar,o choro não contido ao perceber que depois de praticamente dez anos a magia parecia estar acabando,a alegria espontânea ao ler longos textos - que deveriam ser respondidos no menor espaço de tempo possível - e a descobertas de novos antigos amores guardados na mente que parecem despertar na memória ao menor som da guitarra melodiosa que acompanha aquele canto desesperado de desapego.E durante esse tempo as palavras pareciam fugir de mim,pareciam me dizer "Não precisamos ser utilizadas,esqueça-nos." e eu - como um daqueles patéticos garotos de filmes românticos clichês que acreditam na mocinha quando ela diz "Eu não te quero mais" - acreditei.As deixei soltas sem que retratassem minhas emoções confusas,minhas emoções que moviam-se de um modo para outro como a mudança de uma faixa de uma música em um álbum.
   Mas eu as forcei a voltar para meu domínio,as forcei voltar para minha mente e para meus dedos de modo de que eu as pudesse usa-las para me retratar.Então,aqui eu estou...me retratando.Eu devo admitir que eu tenho um medo maior do que nunca de falhar,falhar em tudo aquilo que eu um dia achei que não falharia.Tenho uma dor maior do que aquela que tive quando vi que tudo estava perdido,a dor se dá pelo simples fato de - nesse momento - tudo não parecer tão perdido e isso me traz uma dor,porque em uma visão clara,há uma silhueta e vejo você e não consigo esquecer.Sabia que estava tudo acabado quando você trancou aquela porta é, descobri agora,partir-se,é para isso que o coração serve.Quando eu ver você em uma silhueta e você segurar bem perto,você sente remorso?Me mantém pra baixo quando atinjo o chão e eu descobri,garota,partir-se, é para isso que o coração serve(In a clear view there's a silhouette and I watch you and I can't forget.Knew we were done when you locked that door,yeah,I figured it out now.Breaking's what the heart is for.When I see you in a silhouette and you hold close,do you feel regret?Keeping me down when I hit that floor and I figured it out girl,breaking's what your heart is for.).Tenho uma voz que guardo comigo que sente vontade de gritar "É,eu realmente espero que isso te infernize!" no momento em que precisarem de mim e eu - infelizmente - virar as costas,mostrando claramente como as pessoas gostam de fazer comigo.Tenho um sorriso bobo estampado na face toda a vez que aquela antiga música começa a tocar e eu penso comigo mesma que meu homem já chegou e ele provavelmente pode estar cantando essa música para mim.Tenho mil personalidades que assumem papéis diferentes durante o dia e a personalidade que mais me assusta é aquela depressiva que me aparece por aí,em momentos que eu nunca esperei.
   Tudo o que eu espero é poder deixa-la partir,conhecer o mundo e voltar para mim em raros momentos.Tudo o que eu espero é poder sorrir sem culpa lembrando-me que meu coração não será quebrado e eu não chorarei um rio inteiro pela sexta vez.Tudo o que eu espero é provar a mim mesma que eu não falharei,principalmente em algo que eu sei que nunca falhei.Tudo o que eu espero é poder gritar aquela frase presa na garganta mas não por virar as costas e sim por outro motivo banal qualquer.Tudo o que eu espero é saber lidar com minhas mil personalidades.Da personalidade Rachel Berry a personalidade Elena Gilbert.Por mais que eu prefira a personalidade Rachel Berry.

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