segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Wait,wait!You don't got a hold of me anymore!

   Nos últimos dias - ou deveria dizer na última semana? - as mudanças me pareceram constantes.A chegada da realidade em que me encontrava,a depressão por não se sentir capaz,a felicidade por ter de volta algo que tanto desejava,a tristeza por se ver vivendo uma vida infeliz sem aquilo que parecia não voltar,o choro não contido ao perceber que depois de praticamente dez anos a magia parecia estar acabando,a alegria espontânea ao ler longos textos - que deveriam ser respondidos no menor espaço de tempo possível - e a descobertas de novos antigos amores guardados na mente que parecem despertar na memória ao menor som da guitarra melodiosa que acompanha aquele canto desesperado de desapego.E durante esse tempo as palavras pareciam fugir de mim,pareciam me dizer "Não precisamos ser utilizadas,esqueça-nos." e eu - como um daqueles patéticos garotos de filmes românticos clichês que acreditam na mocinha quando ela diz "Eu não te quero mais" - acreditei.As deixei soltas sem que retratassem minhas emoções confusas,minhas emoções que moviam-se de um modo para outro como a mudança de uma faixa de uma música em um álbum.
   Mas eu as forcei a voltar para meu domínio,as forcei voltar para minha mente e para meus dedos de modo de que eu as pudesse usa-las para me retratar.Então,aqui eu estou...me retratando.Eu devo admitir que eu tenho um medo maior do que nunca de falhar,falhar em tudo aquilo que eu um dia achei que não falharia.Tenho uma dor maior do que aquela que tive quando vi que tudo estava perdido,a dor se dá pelo simples fato de - nesse momento - tudo não parecer tão perdido e isso me traz uma dor,porque em uma visão clara,há uma silhueta e vejo você e não consigo esquecer.Sabia que estava tudo acabado quando você trancou aquela porta é, descobri agora,partir-se,é para isso que o coração serve.Quando eu ver você em uma silhueta e você segurar bem perto,você sente remorso?Me mantém pra baixo quando atinjo o chão e eu descobri,garota,partir-se, é para isso que o coração serve(In a clear view there's a silhouette and I watch you and I can't forget.Knew we were done when you locked that door,yeah,I figured it out now.Breaking's what the heart is for.When I see you in a silhouette and you hold close,do you feel regret?Keeping me down when I hit that floor and I figured it out girl,breaking's what your heart is for.).Tenho uma voz que guardo comigo que sente vontade de gritar "É,eu realmente espero que isso te infernize!" no momento em que precisarem de mim e eu - infelizmente - virar as costas,mostrando claramente como as pessoas gostam de fazer comigo.Tenho um sorriso bobo estampado na face toda a vez que aquela antiga música começa a tocar e eu penso comigo mesma que meu homem já chegou e ele provavelmente pode estar cantando essa música para mim.Tenho mil personalidades que assumem papéis diferentes durante o dia e a personalidade que mais me assusta é aquela depressiva que me aparece por aí,em momentos que eu nunca esperei.
   Tudo o que eu espero é poder deixa-la partir,conhecer o mundo e voltar para mim em raros momentos.Tudo o que eu espero é poder sorrir sem culpa lembrando-me que meu coração não será quebrado e eu não chorarei um rio inteiro pela sexta vez.Tudo o que eu espero é provar a mim mesma que eu não falharei,principalmente em algo que eu sei que nunca falhei.Tudo o que eu espero é poder gritar aquela frase presa na garganta mas não por virar as costas e sim por outro motivo banal qualquer.Tudo o que eu espero é saber lidar com minhas mil personalidades.Da personalidade Rachel Berry a personalidade Elena Gilbert.Por mais que eu prefira a personalidade Rachel Berry.

sábado, 20 de novembro de 2010

"Querido George,

   sei que não faz sentido algum eu lhe escrever,já que escrever isso ao invés de lhe falar seria o mais correto mas,devido as circunstancias,resolver isso logo é o melhor para nós dois.
   Se isso fosse algum filme romântico como 'A Casa do Lago' nós terminariamos juntos depois de longos anos ou meses separados sofrendo mas tendo em pensamento a certeza de que,um dia,estaríamos juntos.Mas não estamos em um filme,estamos vivendo uma realidade e eu não tenho a certeza de nosso final mas tenho a certeza do nosso ou então tenho certeza somente do meu,mas o fato é que o sofrimento é garantido.Se eu posso sofrer por você durante meses ou anos?É claro que posso.Se eu posso lhe esperar durante tempos com a certeza do meu sentimento?É claro que posso.Mas a grande questão é:qual são as consequencias disso?Meu sofrimento é garantido mas o meu final é?Tanto tempo esperando,imaginando,escrevendo fantasiosamente me farão algum bem?Te farão algum bem?Porque,desde que eu me lembre,você está longe para ficar melhor,se concentrar em sua vida.
  
Mounsieur,quando você estiver lendo isso eu espero que não tenha raiva mas eu não lhe esperarei sentada no sofá olhando fixamente para a porta e lhe esperando voltar com seu perfume habitual e seu sorriso ao ver que seguro uma grande caneca de chocolate.Me desculpe,isso não ocorrerá.Quando você voltar eu estarei preparada para lhe receber,seja de braços abertos com uma necessidade de toques ou de braços abertos com uma necessidade de uma boa conversa,mas não espere que eu esteja sentada olhando fixamente para a porta.Me desculpe,eu não posso."
   Ela olhou para a carta diversas vezes,revisou-a e então a dobrou e guardou na bolsa.Levantou-se do sofá e olhou-se no espelho:o vestido preto havia ficado extremamente bonito nela,como Caroline havia dito.Fez um leve bico para o espelho e então riu em seguida,estava pronta para mais uma noite a base de Sex on the Beach.Saiu pela porta até que lembrou-se:a bolsa.Pegou-a e saiu de vez em direção a Caroline,em direção a sua realidade.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

When you are dreaming with a broken heart

Quando você está sonhando com o coração partido desistir é a parte mais difícil.Ela te leva com seus olhos de choro então de uma vez você tem que dizer adeus euerendo saber: você pode ficar,meu amor?Você vai acordar ao meu lado?Não,ela não pode porque ela se foi,foi,foi,foi,foi.


   Foram poucos minutos de conversa soltas pelo ar enquanto esperavam seus respectivos pedidos.Ambos sorriam e tudo parecia bem. "Até mais,francesinha" Ele disse sorrindo enquanto partia.Além de partir e voltar a seus estudos ele partiu o coração dela novamente.Ela andou com um sorriso no rosto como se estivesse bem enquanto ligava para o número já decorado. "O celular está desligado ou fora da área de cobertura,tente mais tarde." Disse a gravação fazendo com que ela desligasse o celular com grande raiva.As lágrimas rolaram,raiva era o último sentimento que faltava para que suas lágrimas fossem liberadas.Lágrimas deixavam sua visão turva,mas seus pés já conheciam a tão famosa calçada até o apartamento.
   Mayer cantava em seus ouvidos enquanto as lágrimas rolavam,ela não conseguia controlar,era impossivel.Ela riu de sarcasmo ao ouvir que Slow Dancing in a Burning Room começava a tocar,era assim que ela se sentia,na merda de um quarto em chamas e ela?Dançava de forma lenta permitindo se queimar pouco a pouco pelas chamas. "Vá embora" Disse ao ouvir que abriam a porta de seu quarto. "Devo ir?Caroline me ligou cinco vezes para vir aqui e eu devo ir?" Perguntou Caleb de forma doce.Ela então levantou o rosto - já cheio de lágrimas e bastante vermelho - e confirmou com a cabeça,era melhor desfrutar da solidão por enquanto.Ele sorriu e se aproximou da cama enquanto ela se encolhia não permitindo ser tocada por ele. "Venha cá..." Disse da mesma forma doce mas ela não vinha,somente se encolhia mais na cama. "Eu vou então." Disse e - ao mesmo tempo - mudou-se a faixa:Dreaming with a Broken Heart.Ela queria rir novamente mas não conseguiu,estava preso em sua garganta junto com o bolo de lágrimas,então chorou mais ainda.Caleb aproveitou a oportunidade e sentou-se na cama a colocando em seu colo,acariciava seus cabelos,seu rosto,beijava-lhe a testa e na dizia enquanto ela chorava. "Vá" Ela disse com toda a força que ainda lhe tinha. "Não" Ele respondeu tornando a lhe fazer carinhos.Sem forças ela tornou a chorar,deixando-se levar pelas lágrimas,pela raiva,pela emoção,pelo desespero,por qualquer coisa que tomasse conta de seu corpo agora.Não deveria ser tão ruim ou dificil ou doloroso ou...mortal. "Eu cheguei" Sussurrou Caroline enquanto entrava no quarto.Elizabeth balançou a cabeça em protesto enquanto sua alma gemea sentava-se na cama. "Eu estou aqui e não vou embora,ok?" Ela disse com um pequeno sorriso enquanto segurava de forma forte na mão dela.Entregou-se ao choro novamente,deixando sua garganta ficar irritada como se estivesse gritado por muito tempo.E era isso que você ouvia,pequenos soluços dela...somente isso.Tinham arrancado seu coração por um acaso?Não,tinham o quebrado,quebrado suas pequenas defesas e a deixado assim,com dificuldade de deixar ir embora ou acordar do pesadelo.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Cause I wish you were here

I'll watch the night turn light blue but it's not the same without you because it takes two to whisper quietly.The silence isn't so bad till I look at my hands and feel sad cause the spaces between my fingers wre right where yours fits perfectly.


   Ela esticou-se na cama e abriu os olhos,o teto branco estava com o reflexo das poucas luzes de Sol.Suspirou de forma pesada e ao agitar-se na cama,com o propósito de tentar acordar,papéis cairam.Levantou-se e pegou um dos papéis notando que datavam de dois meses atrás.Eram cartas e somente isso a fez rasga-las e joga-las em um pequeno canto do quarto.Sabia bem que as únicas cartas que tinha eram dele e...ela não queria ou podia saber mais dele,ainda doia demais.Era uma ferida não cicatrizada. "Bonjour,petite." Disse a voz do outro lado da linha. "Bonjour,mounsieur,qu'est que tu dis à moi aujourd'hui?" Ela respondeu em seu francês impecavel.Aquele que estava do outro lado da linha somente riu de forma baixa e disse "Oh,chega de francês" Ela riu e se jogou na cama novamente. "O que você quer,Caleb?" Perguntou sorrindo. "Por hoje?Saber se você está bem.Por amanhã?Sair comigo e me ouvir cantar Elizabeth Chamber's" Ela jurava que ele também sorria do outro lado da linha. "Por hoje,eu estou bem,o choro está querendo vir mas não darei o braço a torcer.Por amanhã,eu aceito,desde que realmente mude o nome da música." Ela disse rindo,o que o fez rir também. "Está certo então,passo por volta das oito da noite." E então,desligou.
   Com um pouco de Sol batendo em seu rosto ela caminhava pelas ruas da cidade com Caroline ao seu lado. "E como você está?" Perguntou após ouvir a narração.Com um suspiro pesado,ela somente fechou os olhos por um curto momento. "Acabada por dentro,mas estou voltando ao meu normal...ainda doí muito,como se...estivessem arrancando meu coração fora de mim...mas..." Ela fez uma pausa e tornou a falar. "Acho que eu vou melhorar." Finalizou.Caroline a olhava preocupada mas então sorriu e abraçou de forma forte. "Eu estou aqui,como você esteve por mim quando isso aconteceu comigo.Eu estarei aqui..." Disse em voz baixa derramando algumas lágrimas,lágrimas de dor por sua soul sister estar assim,como ela um dia ficou.Algo que ela não desejava ao seu pior inimigo,quanto mais a ela. "Eu sei,obrigada.Você e Caleb...vem sendo minha força" Ela respondeu Caroline enxugando as próprias lágrimas e as da loira. "Acho que estaria ainda mais perdida sem vocês...quero dizer sem Caleb cantar músicas irritantes não teria graça e sem você comprar todas as lojas possíveis não teria nenhum conforto e sim culpa." Concluiu sorrindo.Caroline respondeu ao sorriso e continuou a andar olhando discretamente para as vitrines das lojas. "Sem eu e Caleb...você seria um ser morto!" Comentou rindo de forma alta,o que fez a outra rir junto.E isso não era mentira,sem ambos ela seria alguém morto,entregue a solidão,a tristeza e mediocridade.Tudo o que ela podia dizer agora era obrigada por existirem.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

E quando eu estiver triste...

...simplesmente me abraçe,quando eu estiver louco subitamente se afaste.E quando eu estiver bobo sutilmente disfarce,mas quando eu estiver morto suplico que não me mate,não,dentro de ti.


   Ao ouvir seu telefone tocar ela presumia que fosse ele,mas não era.Com um suspiro de derrota ela atendeu o telefone com a voz arrastada. "Boa tarde." Disse tentando recuperar o tom de uma pessoa normal. "Abra a porta." Ordenou a voz do outro lado do telefone.Ela não se encontrava em condições de fazer nada a não ser aceitar ordens,mesmo que fosse daquela voz desconhecida a ela.Caminhou dentre os vários lenços de papéis no chão,pacotes de chocolates vazios e fotos rasgadas na ponta de seus pés até que chegou a porta do apartamento.Envolvida em um abraço apertado,ela suspirou,estava difícil respirar nas últimas horas. "Como você está?" Caleb perguntou ao olhar nos olhos dela,mas não necessitou de resposta.Os olhos estavam sem vida,grandes olheiras roxas sombreavam seu rosto e sua camiseta era várias vezes maior do que ela - era a camiseta dele.Caleb somente suspirou e a trouxe para outro abraço apertado a fazendo chorar.Chorou o que não havia chorado no dia anterior,chorou tudo o que seu orgulho não havia permitido.Ela sabia que ele deveria ir,deveria melhorar...mas ela não entendia o porque de não ficar com ele.Claramente,ele apareceria em cada dois meses e falaria com ela uma vez em cada um mês,mesmo assim...doia.Caleb a segurava contra seu corpo,dizendo palavras doces,mas ele já estava fazendo o que ela necessitava:deixando seu ombro ser o mais amigo possível.
   "Então...ele disse que precisava ir mas que manteria contato.Quando acordei...tudo...ele...não tinha restado nada no armário além desta camisa...é a única coisa que..." Ela parou para enxugar uma lágrima e tornou a falar. "É a única coisa que restou.O que ele esqueceu...eu rasguei.Rasguei nossas fotos,nosso sentimento,minha pele." Ela disse.E foi o que felz Caleb levantar-se e ir até o outro lado da cama,avistando os dois cortes em sua coxa - um paralelo ao outro.Ele tocou a ferida e ela suspirou de dor,tal como seu peito,a pele ainda estava aberta. "Não foi só por ele." Disse concluindo. "Foi por mim mesma,pela decepção." Ela respondeu sem emoção.Ele a segurou novamente contra seu corpo e beijou-lhe a testa.Pela primeira vez estava sem reação,ele pensou que os cortes haviam parado mas não,eles voltaram,mesmo que por uma única vez.Beijou-lhe os cortes - a fazendo rir de forma baixa - e levantou-se. "Vá tomar um banho,ajeite o cabelo,coloque outra roupa.Eu vou ajeitar o resto,ok?" Ele disse a fazendo concordar com um aceno de cabeça.Como uma pequena menina,ela só precisava de instruções e de algo em que se apoiar."You're lost little girl,you're lost,tell me who are you(Você está perdida pequena menina,você está perdida,me diga quem é você." Caleb cantarolava enquanto dirigia-se para a sala com uma vassoura na mão.Distraído em pensamentos não a viu chegar uma hora depois de iniciado seu banho.Ela simplesmente sorriu ao ve-lo limpando tudo o que restava no chão até que - quando o viu segurar o cordão - sua expressão tornou-se triste novamente. "Ele havia me dado...um coração de cristal.Dizia que mesmo quebrado conservava a beleza." Disse em um tom baixo,mas que pode ser ouvido por ele.Então,tudo o que ele fez foi joga-lo no chão - a fazendo arregalar os olhos - e devolver-lhe o cordão. "Então,aqui está um novo cordão...quebrado,de beleza diferente" Disse Caleb colocando-o no pescoço dela,a fazendo sorrir novamente.Virou-se,o abraçando de forma forte. "Forgeting you but not the time(Esquecendo você mas não o tempo.)" Disse sussurando no ouvido dele,o fazendo sorrir.Ela estava tentando voltar aos poucos...aos poucos.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Tudo um dia há de melhorar,mesmo que em curtos passos.Mesmo que se passem meses,anos ou mesmo horas tudo melhora,só devemos nos lembrar de parar de nos cobrar tanto e começar a agir.Devemos nos lembrar de pensar em tudo o que de bom pode ter ocorrido no dia e não no que deixou de fazer.Talvez,seja essa uma grande lição que devemos aprender com a vida mas que esquecemos de aprender pois estamos mais preocupados em nos culparmos por não fazermos aquilo que queríamos. (Autor Desconhecido)
   E foi como se ela tivesse despertado de um pesadelo que a acompanhava por tempos.Suas asas foram libertas e ela podia se encontrar pelos céus,ela agora estava livre para voar.Sorrindo,ela fechou os olhos por mais alguns segundos contemplando a plena felicidade que poderia vivenciar foi então que doces lábios tocaram os seus. "Bom dia." Ele sussurrou contra os lábios dela. "Bom dia" Ela sussurrou fazendo um leve carinho em seu cabelo,o bagunçando um pouco.Ele sorriu percebendo a felicidade e levantou-se da cama a segurando em seus braços,o que a fez rir de forma alta. "Hoje," Ele começou a explicar. "é um daqueles dias de tremer as pernas,de borboletas no estomago e palavras soltas sem motivo." Disse com um belo sorriso no rosto. "E diversas posições diferentes,não se esqueça" Ela completementou rindo enquanto ele - que acabara rindo do comentário dela - a levava até a bancada da cozinha.Tocou os lábios dela novamente e foi preso por um belo par de pernas entrelaçadas em sua cintura.Suas mãos dedilhavam o pijama dela e logo ele estava no chão junto com o pijama dele. "Não" Ela disse como se protestasse quando ele a segurou novamente pretendendo ir para a cama. "Lugares novos...lembra-se?" Ela sussurou contra o ouvido dele,mordendo-o de forma leve em seguida o que o fez tremer e somente fazer a vontade dela.
   Suas costas estavam arranhadas tal como o seu tronco enquanto os lábios dela estavam um tanto quanto roxos e seu pescoço estava repleto de pequenas marcas da mesma cor.Enquanto ela levava o copo fumegante de chocolate a boca estava a lançar pequenos olhares para a bancada da cozinha...e ela sabia que ele fazia o mesmo. "Lugares novos...são bons" Ele comentou com certa malicia enquanto apertava a perna dela de forma carinhosa. "Lugares novos...são interessantes." Ela respondeu beijando o rosto dele.Ambos tomaram o café como se nada tivesse acontecido,como se o sexo matinal fosse mais um hábito comum,como se o sexo matinal em uma bancada de cozinha fosse algo corriqueiro.Ela levantou-se e - após depositar outro beijo no rosto dele - foi até a banheiro,logo ao entrar no chuveiro sentiu as mãos dele contra a sua pele e riu.Virou-se,grudando o corpo no dele e assim ficaram,trocando doces beijos e guardando na mente cada possivel e pequeno detalhe que pudessem guardar.
   Acordou no dia seguinte ainda livre para voar,mas a mágica do dia anterior havia sumido.Era um dia monótono."Bom dia" Ela disse selando os lábios de ambos mas a reação dele não foi a melhor de todas. "Bom dia" Ele respondeu sem emoção alguma,o que a fez sorrir para ele de forma um tanto quanto falsa.O café-da-manhã fora algo normal,sem muitas palavras a não ser pelas letras cantadas em tons baixos por ela. "Bom trabalho" Ele disse beijando o rosto dela por um curto tempo.Ela suspirou quando ouviu o barulho da porta sendo fechada,era mais um dia monótono...
   "Acha que...que todo sentimento entre duas pessoas uma hora parece acabar?Acaba ficando monotono,não tem mais aquele...tremer de pernas,borboletas no estomago e palavras soltas sem querer que tinha no começo?" Ela enquanto - de costas para ele - tirava os saltos.Não tinha coragem o bastante para encara-lo e sem tremer ou gaguejar. "Uma coisa que defendo.. é que nem todos os dias vai ter esse tremer de pernas, borboletas no estomago... Se é amor,ele dura por esse tempo porque a maioria do tempo serão dias monotonos...sem nada demais" Ele respondeu enquanto jogava a camisa no pequeno cesto de roupa suja no banheiro.Ela respirou de forma profunda e tentou tornar a falar,quando ele disse "Eu procuro ver se é amor quando se está nos dias ruins.." Então,ela parou e caminhou até ele. "Como assim?" Ela perguntou com grande curiosidade. "Parece loucura, pode ate nao acreditar mas eu sei quando alguem me ama....Pode ate nao parecer mas eu percebo e percebo quando estou com a pessoa e parece que os dias monotonos nao vão parar.Eu vejo se eu realmente amo a pessoa e se ela me ama,nesses dias,porque nem sempre tem sex on fire e eu não acho que o amor acaba tão facilmente" Ele finalizou a olhando com um leve sorriso no rosto.Ela sorriu para ele e - passou os braços ao redor de seu pescoço - selou seus lábios nos dele por um curto tempo. "Obrigada" Disse em um sussurro e - quando estava tornando a manter aquela distancia entre eles - ele a segurou em seus braços a trazendo novamente para seu corpo.Ela riu baixo e - segurando sua mão - caminhou de volta para o quarto.
   Nem todos os dias seriam de beleza,nem todos os dias seriam monótonos.Os dias iriam se dividir em ambas as categorias e cabia a eles decidirem o tempo que o que tinham poderia durar,podia durar até o dia seguinte se ele não aguentasse mais suas perguntas com necessidade de respostas na hora ou seu alterego de atriz dramática ou até a semana seguinte se ela não aguentasse mais a distancia que ele impunha quando estava mal ou suas pequenas mudanças de humor.Ou talvez eles se adaptassem ainda mais a cada um desses pequenos detalhes de cada um,o importante era saber dividir cada dia e esperar que os monotonos passassem lhe deixando alguma lição valiosa ou somente passassem.

sábado, 6 de novembro de 2010

Words,please,come back to me.


The Road Not Taken por Robert Frost

Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;
Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,
And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.
I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I-
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.


   As lágrimas não podem deixar de passearem livremente pelo rosto daquela que assiste a sua vida passar.Se ver presa em mesma rotina,em um mesmo momento,dia após dias,é algo para se entristecer.Dum loquimur,fugerit invida aetas: carpe diem quam minimum credula postero.(Enquanto falamos,terá fugido ávido o tempo:Colhe o instante,sem confiar no amanhã.) escreveu Horácio.Then be not coy,but use your time,/And while ye may go marry:/For having lost but once your prime/You may for ever tarry. (Não sejam tímidos,usem o Tempo,/E,enquanto podem,sejam amados:/Tendo perdido os primores,/Ficarão sempre atrasados.) escreveu Robert Herrick. Que havemos de esperar, Marília bela?/que vão passando os florescentes dias?/As glórias que vêm tarde já vêm frias,/e pode,enfim, mudar-se a nossa estrela./Ah!não,minha Marília,/aproveite-se o tempo,antes que faça/o estrago de roubar ao corpo as forças,/e ao semblante a graça!" escreveu Tomás Antônio Gonzaga.E mesmo com tantos pensadores lhe dizendo para aproveitar o dia,para perceber o quão efemero o tempo é,a ideia do infinito ainda está presente.
   Pare de chorar,recomponha-se.Lembre-se de olhar para a janela e enxergar o mundo de uma forma diferente.Lembre-se de enxergar o mundo da forma que ele é : passageira.Lembre-se de enxergar a si mesmo como você é : algo passageiro.Lembre-se de levantar-se da cadeira onde estava chorando com medo da morbidez de sua vida e fazer cada pequeno segundo de seu tempo valer a pena.Lembre-se de que a vida é somente uma passagem e,se você está aqui,deve fazer algo para que sua passagem valha a pena.Lembre-se de colher cada segundo que tiver porque daqui há um segundo,você sabe o que irá acontecer com você?


The Road Not Taken

Por medo de sua finitude eu me fechei em lágrimas
Por medo de tudo se passar rápido,
eu me fechei em meu pequeno mundo,
onde o infinito era uma realidade,não um sonho.
Por choque de suas palavras eu resolvi pensar,
procurando um argumento que fizesse provar que finitude era errado
e que o infinito existia.
Por choque de realidade me pus a chorar,
rogando aos céus que tirassem de mim a dor de saber
que tudo um dia acabará.
Por amor a aceitação resolvi acordar
e perceber que a finitude é o presente já que futuro,
ah,o futuro!Ele já não existe.
Por amor a mim eu escolhi a estrada pouco andada,
carpe diem é o único som que ouço sussurrando
dos lábios do vento que me acompanha.
Carpe Diem ,eu repito.
Carpe Diem,vamos colher o nosso dia.