segunda-feira, 25 de julho de 2011
Would you want me when I'm not myself?
Confesso, tenho inveja. Não é uma inveja comum, entretanto. Não invejo mulheres de cabelos lisos. Não invejo casais que passam pela rua com um romance presente neles que se espalha para todos. Não invejo as as pessoas que, talvez, serviram de inspiração Mayerística. Não, tenho uma inveja incomum. Tenho inveja daqueles que pegam um livro e se descobrem nele como personagens. Se descobrem nele como pessoas. Tenho inveja daqueles que pegam um livro e vão para longe, um lugar inexistente ou mesmo um lugar distante daquele onde estão lendo. Tenho inveja daqueles que pegam um livro e conseguem ficar por horas apenas sentados ou deitados nada fazendo, apenas absorvendo palavras. Tenho inveja. Tenho inveja daqueles que leem. E, acima de tudo, tenho saudade. Saudade de quando eu era a invejada. Saudade de Heathcliff e Catherine, personagens que considerei alter-egos por tanto tempo e que hoje se encontram sumidos por aí, talvez encantando outros. Tenho inveja. Tenho saudades. E quero tanto que essa inveja e saudade passe que chega a doer.
domingo, 24 de julho de 2011
You and I were made for this
A ligação fora cortada. As palavras do outro lado da linha estavam confusas e incompreensíveis, ainda assim, a mensagem fora clara quando ouviu "...me distraia." Não necesssitou de mais nada, apenas procurou o meio mais rápido para ir onde precisavam dela e foi. Era o amanhecer de um novo dia, uma renovação de esperanças e vontades, assim ela acreditava quando acordava toda a manhã, entretanto, nesta manhã em particular ela não sentia tal renovação, só sentia uma inquietude em seu peito que a fazia gritar para o motorista acelerar, ela não tinha, literalmente, tempo para perder.
Pisou suavemente no chão de madeira claro, procurando fazer o menor barulho possível mas mesmo se tivesse feito um grande barulho, ele não notaria dado a tristeza que parecia governar o seu ser. Sentado no chão com a cabeça apoiada no sofá de dois lugares ele olhava para a parede a sua frente com seu olhar perdido e sua face vermelha, consequencia de tanto chorar. Dizem que meninos não choram, mas a mentira que aí vive é mais profunda do que se pensam. Eles choram, como qualquer outro ser humano, sofrem, sentem dores provindas do seu emocional, eles, simplesmente, também choram. Por isso, vendo aquela cena, ela não se assustou, apenas andou o mais rapidamente possível até ele. Sentou-se e passou seus braços ao redor do corpo dele, fazendo notar-se.
"Você veio." Ele disse sem deixar de olhar a parede a sua frente. Sua voz era rouca e falava em baixo tom como se fosse difícil falar qualquer tipo de palavra.
"Você tinha dúvidas que eu viria?" Um sorriso sarcástico fora implantado nos lábios dele ao ouvi-la falar.
"Não. Não tinha." Ele respondeu. As mãos dela acariciavam sua face, seus cabelos e, diante de tais carícias, ele apenas se rendeu e encostou seu rosto do pequeno vão entre o pescoço e o ombro dela. Poucos segundos depois, ela sentiu um líquido quente escorrer e um barulho provindo dos lábios dele mas nada disse, apenas continuou com suas carícias o deixando chorar.
Sentiu a luz contra suas retinas e abriu seus olhos. Seu corpo estava dolorido e, ao olhar ao redor, descobriu a razão. Estava sentada na mesma posição que ficara ao chegar mas ele já não estava mais em seus braços. O desespero começou por correr em seu ser, sua respiração ficara acelerada rapidamente e ela não pensou duas vezes em procura-lo em cada comodo. Poderia parecer drama, mas ela o conhecia e conhecia o que ele poderia fazer.
"Não, por favor." Ela suplicou em voz baixa e trêmula ao encontra-lo. As pílulas estavam em sua frente, milhares e milhares em um pequeno frasco de vidro. Ela sentiu o coração acelerar quando ele se virou a olhando no fundo dos olhos. O verde encontrou o castanho. A dor encontrou o desespero.
"É a única saída." Ele respondeu. Ela balançou a cabeça negativamente controlando as lágrimas que pareciam querer sair por seu rosto. Aproximou-se com calma e cautela sentindo que, a cada passo, era ainda mais difícil controlar a saída das lágrimas.
"Não. Tem outra saída. Nós vamos encontra-la...juntos. Eu ainda não sei qual é, mas tem. E vamos encontra-la, eu prometo a você." Ele deixou o sorriso sarcástico invadir seu rosto, como na noite passada, outra vez. E tal sorriso fez com que as lágrimas que tanto lutava para não descerem por seu rosto, se libertarem.
Com tristeza, por faze-la chorar e por tudo o que estava acontecendo, ele a encarou. Dizia, apenas com seu olhar, que não havia outra saída. Pegou a maior quantidade de pílulas que podia e colocou em sua mão. E ela fez o mesmo.
"O que você está fazendo?" Ele perguntou com leve surpresa.
"Se você o fizer, eu também o faço. Você vai, eu irei junto com você." Ela respondeu. Ele a olhou incrédulamente.
"Não. Pare de drama. Você não pode fazer isto por mim. Eu não vou deixar. Então suma daqui e pare com isso." Ele disse duramente para ela. Ela apenas abriu um sorriso, ainda com as lágrimas caindo em seu rosto, e engoliu uma pílula. Engoliu a segunda e a terceira mas quando chegou na quarta ele segurou seu pulso a parando.
"Se você for, eu vou com você. Eu não aguentaria viver sem você e uma hora, depois de tentar viver sem você, eu faria isso. Então...vamos logo com isso. Se esta é a única saída que nos resta, então vamos logo com isso." Ela não estava brincando, ele conseguia ver no olhar dela. Era determinado.
Ele parou por um segundo, tentando refletir, mas a reflexão não durou muito. A dor, a tristeza logo deram lugar a ela e ele apenas começou o que disse que o faria. Ela olhou para ele, lhe dando confiança e, antes de continuar, apenas lhe disse.
"Eu te vejo no Inferno."
Pisou suavemente no chão de madeira claro, procurando fazer o menor barulho possível mas mesmo se tivesse feito um grande barulho, ele não notaria dado a tristeza que parecia governar o seu ser. Sentado no chão com a cabeça apoiada no sofá de dois lugares ele olhava para a parede a sua frente com seu olhar perdido e sua face vermelha, consequencia de tanto chorar. Dizem que meninos não choram, mas a mentira que aí vive é mais profunda do que se pensam. Eles choram, como qualquer outro ser humano, sofrem, sentem dores provindas do seu emocional, eles, simplesmente, também choram. Por isso, vendo aquela cena, ela não se assustou, apenas andou o mais rapidamente possível até ele. Sentou-se e passou seus braços ao redor do corpo dele, fazendo notar-se.
"Você veio." Ele disse sem deixar de olhar a parede a sua frente. Sua voz era rouca e falava em baixo tom como se fosse difícil falar qualquer tipo de palavra.
"Você tinha dúvidas que eu viria?" Um sorriso sarcástico fora implantado nos lábios dele ao ouvi-la falar.
"Não. Não tinha." Ele respondeu. As mãos dela acariciavam sua face, seus cabelos e, diante de tais carícias, ele apenas se rendeu e encostou seu rosto do pequeno vão entre o pescoço e o ombro dela. Poucos segundos depois, ela sentiu um líquido quente escorrer e um barulho provindo dos lábios dele mas nada disse, apenas continuou com suas carícias o deixando chorar.
Sentiu a luz contra suas retinas e abriu seus olhos. Seu corpo estava dolorido e, ao olhar ao redor, descobriu a razão. Estava sentada na mesma posição que ficara ao chegar mas ele já não estava mais em seus braços. O desespero começou por correr em seu ser, sua respiração ficara acelerada rapidamente e ela não pensou duas vezes em procura-lo em cada comodo. Poderia parecer drama, mas ela o conhecia e conhecia o que ele poderia fazer.
"Não, por favor." Ela suplicou em voz baixa e trêmula ao encontra-lo. As pílulas estavam em sua frente, milhares e milhares em um pequeno frasco de vidro. Ela sentiu o coração acelerar quando ele se virou a olhando no fundo dos olhos. O verde encontrou o castanho. A dor encontrou o desespero.
"É a única saída." Ele respondeu. Ela balançou a cabeça negativamente controlando as lágrimas que pareciam querer sair por seu rosto. Aproximou-se com calma e cautela sentindo que, a cada passo, era ainda mais difícil controlar a saída das lágrimas.
"Não. Tem outra saída. Nós vamos encontra-la...juntos. Eu ainda não sei qual é, mas tem. E vamos encontra-la, eu prometo a você." Ele deixou o sorriso sarcástico invadir seu rosto, como na noite passada, outra vez. E tal sorriso fez com que as lágrimas que tanto lutava para não descerem por seu rosto, se libertarem.
Com tristeza, por faze-la chorar e por tudo o que estava acontecendo, ele a encarou. Dizia, apenas com seu olhar, que não havia outra saída. Pegou a maior quantidade de pílulas que podia e colocou em sua mão. E ela fez o mesmo.
"O que você está fazendo?" Ele perguntou com leve surpresa.
"Se você o fizer, eu também o faço. Você vai, eu irei junto com você." Ela respondeu. Ele a olhou incrédulamente.
"Não. Pare de drama. Você não pode fazer isto por mim. Eu não vou deixar. Então suma daqui e pare com isso." Ele disse duramente para ela. Ela apenas abriu um sorriso, ainda com as lágrimas caindo em seu rosto, e engoliu uma pílula. Engoliu a segunda e a terceira mas quando chegou na quarta ele segurou seu pulso a parando.
"Se você for, eu vou com você. Eu não aguentaria viver sem você e uma hora, depois de tentar viver sem você, eu faria isso. Então...vamos logo com isso. Se esta é a única saída que nos resta, então vamos logo com isso." Ela não estava brincando, ele conseguia ver no olhar dela. Era determinado.
Ele parou por um segundo, tentando refletir, mas a reflexão não durou muito. A dor, a tristeza logo deram lugar a ela e ele apenas começou o que disse que o faria. Ela olhou para ele, lhe dando confiança e, antes de continuar, apenas lhe disse.
"Eu te vejo no Inferno."
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
I just need you now.
Deixou seus dedos tocarem o piano,sentindo a textura lisa enquanto de olhos fechados imaginava todas as canções já cantadas naquela sala.Em sua memória,todas as músics vieram a tona.Desde músicas de seus musicais preferidos até músicas que ouvia quando precisava com urgencia de um conselho.Passos no assoalho a fizeram virar-se em direção a porta,abrindo os olhos castanhos rapidamente saindo de seu transe.
- Eu não... - Ele parou encarando os pés.Tinha a ligeira impressão que se oussasse olhar em seus olhos,ora tão curiosos,ora tão curiosos,faria com que ele se perdesse novamente. - Desculpe,eu não sabia que estava aqui. - Completou a frase.
Sua respiração falhou por um curto momento.Fora o curto momento em que ela havia captado os olhos negros,como o céu à meia noite,a encarando.Segurou-se no piano enquanto o ouvia falar procurando não imaginar sua voz rouca e grossa atingindo aquelas notas tão delicadas e tão prolongadas de seus duetos.
- Eu já estou de saída,não se preocupe. - Disse em tom seco.Separou-se do piano enquanto andava para a porta de saída.Seus olhos estavam concentrados no final do corredor,sem que tivesse a chance de olha-lo.Ela não se permitiria aquilo.
- Liz. - Segurava o braço dela,não a deixando escapar.Fazendo com que ela o olhasse de forma forçada.Os olhos negros encontraram os olhos castanhos.A dor encontrou a raiva.O perdão encontrou o imperdoável. - É o necessário. - Disse em um sussurro alto o suficiente para que ela ouvisse.Tal sussurro a fez abrir um leve sorriso de canto,um sorriso sem emoção,frio,superficial.
- Você não precisa repetir que é necessário. - Respondeu,se livrando dele.Seus olhos estavam novamente concentrados no final do corredor entretanto,lágrimas escorriam por seu rosto enquanto ela andava em passos largos fingindo para todo o resto do mundo e,principalmente para ele,que estava tudo bem,obrigada.
Se livrou das cobertas que tornavam seu corpo quente em razão do frio que fazia lá fora.Levantou-se de forma devargar,adaptando seus olhos a escuridão que estava toda a casa onde somente um curto barulho atrapalhava toda a paz,e seu sono.Caminhou até a sala e,antes que pudesse falar algo,a voz do outro lado da linha já falava com empolgação
- Liz!Liz!Liz! - Podia ouvir ao fundo risadas,conversas altas e um leve rock antigo que ela talvez conhecesse mas não conseguia reconhecer. - Eu fiquei com vontade de te ligar,Liz.Ai,Liz,como você tá?Eu to querendo que você venha aqui!Venha,vamos nos divertir e. - Ele parou de falar.As palavras estavam emboladas e havia se esquecido o porque de ter ligado para ela à uma e quinze da manhã.
- O que você quer? - Respondeu em tom frio.Engraçado como depois de certo tempo já tinha se tornado fácil se utilizar desse tom com ele.
- Você.Eu preciso de você,Liz. - Então era isso que ele queria dizer,que precisava dela,que sentia falta dela e que ter deixado-a sair de sua vida tinha sido uma bobagem.Entretanto,isso a fez rir.Rir,gargalhar como se estivesse feliz.
- São uma e quinze da manhã e você entende que precisa de mim?Não!Uma e quinze da manhã,você bebâdo percebe que precisa de mim?Adeus,Damon,vá ligar para outra a essa hora. - Então,um leve barulho se formou do outro lado da linha.Ela fechou os olhos e reconhceu,era o barulho de lágrimas.
- Liz...por favor,para. - Ele pediu.Seu rosto banhado em lágrimas,o celular apertado contra o rosto e a respiração irregular.Ela olhou para o chão,segurando suas próprias lágrimas enquanto tentava dizer em voz firme o que deveria.
- Nós escolhemos isso,agora lidaremos com as consequencias.Eu não estarei mais em Nova York por muito tempo e. - Ela fez uma pausa procurando as palavras em sua mente antes de voltar a falar. - Será melhor assim.Se cuide,Dam. - Desligou o telefone e caminhou lentamente até sua cama se envolvendo nos mesmos lençoís.
As lágrimas desceram com mais força por seu rosto.Ela iria partir.E ele ficaria ali,parado sem fazer nada?Levantou-se,com as últimas forças que tinha e deixou algumas notas para o barman a sua frente.Andou pela cidade,com o vento frio em seu rosto secando as lágrimas e o fazendo a voltar a si.Ela não poderia partir.
- O que...? - Ela perguntou.Já era manhã e,ao abrir a porta,ele estava lá,com a cabeça encostada na parede dormindo.Ela abaixou-se,sentou ao lado dele o examinando com os lábios relaxados,um leve sorriso no rosto e,uh!,exalando tequilas e mais tequilas.Ela exalava aquele velho cheiro de flores e fora somente isso que fez com que ele acordasse.A olhou nos olhos e deixou-se cantar o último dueto de ambos.
- And I said I wouldn't call but I'm a little drunk and I need you now. - Ela abaixou a cabeça,não querendo olhar em seus olhos que pediam que ela continuasse a cantar com ele,que ela não o fosse.Tudo ficaria bem de alguma maneira.
- Me desculpe,Dam. - Ela disse somente,então levantou-se.Damon agarrou seu braço,a olhando como se implorasse que ela cantasse com ele,cantasse para ele.Mas nada.Nenhuma nota provinha de seus lábios,nenhuma fala,nada.Ela tornou a abaixar,reacendendo a esperança em seu peito mas tudo o que conseguiu fora um leve beijo depositado em sua testa.Levantou-se novamente e fechou a porta.Havia acabado,ponto final.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
I had to let it happen,I had to change
As luzes do recinto estavam apagadas.Apenas algumas luzes iluminavam o palco,fazendo com que ela pudesse se situar e ficar no meio do palco.Ela olhou cada uma das cadeiras a sua frente vazias com um leve sorriso,imaginando cada um dos espectadores que viriam,imaginando cada um dos espectadores que ela desejava que viesse.
As luzes do recinto continuavam apagadas,desta vez,entretanto,todas as luzes possiveis iluminavam o palco.Ela não enxergava um palmo a sua frente de forma perfeita,o que é era bom.Assim,poderia fingir que estava sozinha,em seu quarto,praticando as músicas.Assim,tudo ficaria mais fácil. Kiss today goodbye,the sweetness and the sorrow. O piano entrou da mesma forma doce com que sua voz havia cantado. Wish me luck the same to you but I can't regret what I did for love,what I did for love. Ela balançou a cabeça lentamente de forma negativa.Em todo o tempo,em todas as decepções,machucados e mágoas,ela ainda não se arrependera - nem se arrependeria - do que havia feito. Look,my eyes are dry E sim,eles realmente estavam secos.Não tinha lágrimas para deixa-los molhados,para faze-la chorar. The gift was ours to borrow,it's as if we always knew. Ao seu ver,todo o amor que havia dedicado era um presente o qual fora usado de forma errada.Fora usado de forma que ela tivesse que toma-lo de volta e guardasse consigo,contra seu peito o qual batia um coração que não tinha o tal amor que desejava. And I won't forget what I did for love,what I did for love. Desceu,lentamente as escadas que levavam em direção ao corredor formado dentre as cadeiras do pequeno teatro.Andou,de forma lenta,olhando nos olhos de cada um.Alguns choravam ao lhe olhar,outros não se atreviam a olha-la sabendo do risco de chorar que corriam. Gone,love is never gone as we travel on.Love's what we'll remember! Ela segurou firmemente em uma das cadeiras,virando-se para o palco,agora vazio.Pequenas lembranças lhe correram pela memória ao olhar aquele palco vazio que nesse momento se parecia tanto com seu coração.Vazio. Kiss today goodbye and point me t'ward tomorrow. Andou,lentamente até o palco.Cantando mais para si mesma do que para todos os outros.Segurou o leve vestido branco - quase de um leve e claro prateado - o levantando enquanto subia as escadas novamente.Então,encontrou os olhos que julgou que não encontraria ao olhar para a platéia. We did what we had to do. Cantou diretamente para os olhos verdes que a encaravam com alegria,admiração e que lhe pediam perdão. Won't forget,can't regret what I did for love what I did for love Seus olhos se desviaram,olhando para toda a platéia enquanto abria seus braços como se os quisesse envolve-los em um abraço.Sua voz se elevava ganhando certa grandeza. Love is never gone as we travel on,love's what we'll remember! Deixou seus braços cairem ao lado de seu corpo,fechando os olhos e deixando que os últimos versos,as últimas notas saissem de seu ser com a perfeição que esperava,que queria,que necessitava. Kiss today goodbye and point me t'ward tomorrow Se tudo tem algum motivo na vida,sua decepção tivera esse motivo.Ajuda-la a fazer essa transformação de dor em amor,em vida.Em uma vida musical porque,pra ela,notas tinham vida própria. We did what we had to do Won't forget,can't regret what I did for love,what I did for love! A grandeza tomou conta de seu corpo novamente.Muitos já estavam se levantando,prontos para aplaudi-la. What I did for love A voz saiu doce,delicada,baixa,concentrada na palavra amor.Abaixou a cabeça,deixando-se ouvir os aplausos de todos.Então,levantou a cabeça e encontrou três pares de olhos que fizeram o momento ser melhor do que o esperado.O par de olhos azuis lhe jogava um leve beijo enquanto sorria abertamente.O par de olhos castanhos chorava enquanto lhe aplaudia.O par de olhos negros somente sorria com o olhar enquanto sussurrava sem som algum o quão orgulhoso estava de sua francesa.No final,love's what we'll remember,mesmo sem ser o amor esperado,o reciproco,o que queremos.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
The wind blows.
Uma nota alta na guitarra a fez despertar e perceber onde se encontrava.O jogo de luzes junto com a pequena neblina que rondava seus pés,causada por puro gelo seco,lhe deu a informação que necessitava.Olhou para a taça em sua mão levemente decorada com a coloração da bebida - que ia de um belo vermelho,no fundo da taça,até um vivo laranja,já no topo da taça - e com a pequena flor branca - o que lhe dava um sentido um tanto quanto tropical - e bebeu.O gosto familiar percorreu sua garganta a fazendo abrir um belo sorriso,sentia falta do doce que era o Sex on the Beach.Outra nota na guitarra,seguida de uma presença mais marcante da bateria a fez olhar para o palco onde se encontravam os músicos.Entretanto,seus olhos não procuravam os músicos e sim uma fã em particular que - provavelmente - estava tão próxima do palco que poderia se confundir a banda com a própria fã.Então,seus olhos a encontraram.Estava vestindo sua jaqueta de couro habitual e - como também habitual - estava balançando o corpo da forma mais despojada o possível.
Tinha andado pela multidão até chegar perto dela.Bateu levemente a cintura com a dela,a fazendo rir em meio a canção que cantava:
- Pensei que tinha se perdido em meio ao paraíso. - A outra riu como resposta.
- Eu estava em um estado de hiatus,por assim dizer. - E era exatamente isso.Havia se perdido em pensamentos tão profundos e complexos sobre sua situação que havia ficado em hiatus:seu corpo estava presente,mas intelectualmente ela estava longe.
A menina fez uma leve careta e perguntou,antes que a dúvida a corroesse por dentro:
- E em que conclusão chegou em seu momento de hiatus? - A outra menina mordeu os lábios tentando ter as palavras certas para descrever o quão libertador foi chegar a conclusão que tanta perfeição fora somente ilusão.Então,a bateria se tornou mais marcante e mais lenta,o ritmo da música trouxe a ela a resposta exata.
- There was a day,you threw our love away then you passed it to someone new.You wanna stay but since you wanna play,we can finally say we're through.And I know there are times you're so impossible and you ask me to go.(Houve um dia,você jogou seu amor fora e passou para alguém novo.Você quer ficar mas já que você quer brincar,podemos dizer que acabamos.Tem vezes que você é tão impossível e você me pede para ir.)- Cantou antecipando as letras da música.A menina passou seu braço pelo ombro dela,deixando que repoussasse a cabeça em seu ombro,enquanto se balançava de forma lenta.Ela sabia que a melhor amiga falava sobre deixar certos hábitos confortaveis para o lado quando eles começam a doer tanto que tal dor se torna permanente.Entretanto,tal dor não importava mais para a outra menina.Não quando ela estava com sua complicadinha,aquela que ela achou que não poderia mais ocupar o topo de seu coração mas que,na verdade,nunca saiu de lá,só manteve-se escondida...
Tinha andado pela multidão até chegar perto dela.Bateu levemente a cintura com a dela,a fazendo rir em meio a canção que cantava:
- Pensei que tinha se perdido em meio ao paraíso. - A outra riu como resposta.
- Eu estava em um estado de hiatus,por assim dizer. - E era exatamente isso.Havia se perdido em pensamentos tão profundos e complexos sobre sua situação que havia ficado em hiatus:seu corpo estava presente,mas intelectualmente ela estava longe.
A menina fez uma leve careta e perguntou,antes que a dúvida a corroesse por dentro:
- E em que conclusão chegou em seu momento de hiatus? - A outra menina mordeu os lábios tentando ter as palavras certas para descrever o quão libertador foi chegar a conclusão que tanta perfeição fora somente ilusão.Então,a bateria se tornou mais marcante e mais lenta,o ritmo da música trouxe a ela a resposta exata.
- There was a day,you threw our love away then you passed it to someone new.You wanna stay but since you wanna play,we can finally say we're through.And I know there are times you're so impossible and you ask me to go.(Houve um dia,você jogou seu amor fora e passou para alguém novo.Você quer ficar mas já que você quer brincar,podemos dizer que acabamos.Tem vezes que você é tão impossível e você me pede para ir.)- Cantou antecipando as letras da música.A menina passou seu braço pelo ombro dela,deixando que repoussasse a cabeça em seu ombro,enquanto se balançava de forma lenta.Ela sabia que a melhor amiga falava sobre deixar certos hábitos confortaveis para o lado quando eles começam a doer tanto que tal dor se torna permanente.Entretanto,tal dor não importava mais para a outra menina.Não quando ela estava com sua complicadinha,aquela que ela achou que não poderia mais ocupar o topo de seu coração mas que,na verdade,nunca saiu de lá,só manteve-se escondida...
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Now you can see,you know what I mean
Let me tell you,my friend,that just ain't no substitute.You oughta!
Os cabelos dourados como o Sol daquela quente tarde estavam ao vento enquanto ela aumentava bruscamente a velocidade do conversível vermelho,indo de 6O para 1OO quilometros por hora.Ela deixou que a mão direita saísse do volante enquanto aumentava o volume da música que tocava.Treat Her Like a Lady parecia uma ótima música a se ouvir quando parecia que ser tratada com um pouco de carinho era algo dificil de se desejar estando ao lado dele.E foi por isso que ela partiu pela manhã quando ele ainda estava no trabalho.Juntou tudo o que havia,não deixou pista de onde iria e foi embora.
Batia no volante do carro levemente acompanhando a bateria.Balançava os cabelos para frente e para trás e cantava os versos quando tinha vontade de fazer.Alguns motoristas baixavam seus vidros para ver a cena melhor:uma linda mulher loira rindo e cantando da forma mais sensual possível sem ao menos perceber.
- Psiu! - Ela ouviu alguém chamar.Virou a cabeça para o lado e baixou levemente os óculos escuros.E foi então que tremeu.Os olhos verde esmeralda a encaravam de forma intensa com um sorriso de canto nos lábios.
- O que...como? - Ela estava perdida.Como ele poderia te-la encontrado?Ela sabia que não havia deixado pista alguma,nem tinha ligado para ninguém falando que tinha ido embora.Então,como?
- Why Georgia? - Ele respondeu dando ombros.Estava com as janelas do Impala preto abaixadas para pode-la ver melhor dentro de seu conversível vermelho.Os carros estavam a apenas alguns centímetros de distancia.
Ela riu de forma alta.Ela sempre havia dito que um dia queria ir para Georgia se tudo desse errado,queria saber se era realmente tão bom assim como descrevia na música.Uma pergunta se formou em sua mente e ela falaria a ele,se o sinal não tivesse aberto.Recolocou os óculos de forma certa no rosto e acelerou pelas ruas de Woodstock.Por vezes olhava,esperando que o Impala preto a estivesse seguindo e,para a felicidade de uma das parte dela,ele a seguia.Foi então que resolveu parar o carro.
- Você não deveria ter ido. - Ele disse prontamente quando sentou-se no banco de passageiro do conversível.
- Você não deveria ser tão estúpido. - Ela respondeu sem pensar duas vezes e sem olha-lo nos olhos.Ela sabia que no momento em que olhasse,se entregaria.E ela não queria se entregar novamente.Não,uma parte dela não queria se entregar novamente.
- Eu não deveria ser tão estúpido,realmente. - Ele disse sem algum tipo de sarcasmo.Virou-se para ela e segurou seu queixo de forma leve,a fazendo olhar para ele. - Você pode ir para outro lugar,mas eu ainda estarei aqui.Eu ainda irei te seguir até que você resolva voltar para mim.Para nós. - Ela se perdeu no meio daquele brilho intenso que o olhar dele lhe trazia,então retomou sua consiencia lha dizendo:
- Você sempre diz isso e eu volto,mas eu torno a ter algum meio de fuga.Porque sempre dá errado. - Ela se livrou do leve toque dele e suspirou. - Agora,o que eu preciso é...não ser nenhuma substituta.Não me sentir assim,eu não posso,nem quero. - Concluiu,por fim.Ele a encarou por um tempo em silêncio então tomou os lábios dela com os dele,os beijando de forma longa e sutil.Sentiu o gosto da língua dela contra a dele,até que encerrou o beijo,selando os lábios de ambos:
- Eu ainda vou te seguir. - Ele disse saindo do conversível.Entrou no Impala e esperou até que ela ligasse o carro e fosse para outro lugar.Esperou por muito tempo,mas ainda assim esperou.E quando ela foi embora,ele estava atrás dela disposto que ela o perdoasse,pelo o que seja que ele houvesse feito a ela.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Dreaming with a broken heart.
Olhos passados em páginas de pessoas um pouco vazias,outras com pouco mais de conteúdo mas que no fundo são tão vazias quanto as anteriores.Algumas pessoas tem belas edições que lhe fazem refletir que,no final das contas,você mal sabe usar seu programa de edição direito.Então você desiste de editar,se promete não editar até que edita qualquer coisa,um simples corte de 16Ox129 e fica feliz,no final das contas você sabe editar alguma coisa,qualquer coisa.
Se passam horas e você está respondendo um recado qualquer,tentando parecer simpático e animado,tão animado quanto parece estar no messenger dizendo asneiras quaisquer sobre o mundo em que se encontra.Entretanto,por trás de toda falsa animação você se encontra dentro de um pequeno poço feito sob medida para seu corpo e,neste poço,a água vai tomando conta cada vez mais até que você se vê quase afogado e,quer saber?Você se deixa se afogar,se deixar ficar naquela água gélida que corroí o seu ser pouco a pouco.Entende de uma vez,nesse meio tempo entre morte e estar sobrevivendo,que nenhum daqueles com quem trocou recados ou falsas risadas está ali para te segurar pela mão enquanto se afoga nas águas da rotina de passar os olhos por páginas e mais páginas durante horas.
Então,misteriosamente,uma mão aparece.Ela tenta fazer com que você volte,que saia daquele período de quase morte.Tenta,faz força e então faz com que você volte.A mesma mão lhe embala nos braços,fazendo com que o calor das pelas seja sentido.Quando você encara o rosto percebe que não se trata de um anjo nem de um demonio ou de uma visão,se trata da única pessoa para a qual você se abriu durante todo o tempo.A única que pode lhe fazer sorrir ou chorar,a única a qual você sabe que vale a pena continuar vivo.Ela não te deixa desistir,ao contrário,lhe dá forças e aprensenta-lhe um fato:você é muito maior do que aquilo.E outro fato:você nunca irá perde-la,incondicionalmente,ela está em todas as suas vidas.
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