segunda-feira, 25 de julho de 2011

Would you want me when I'm not myself?

      Confesso, tenho inveja. Não é uma inveja comum, entretanto. Não invejo mulheres de cabelos lisos. Não invejo casais que passam pela rua com um romance presente neles que se espalha para todos. Não invejo as as pessoas que, talvez, serviram de inspiração Mayerística. Não, tenho uma inveja incomum. Tenho inveja daqueles que pegam um livro e se descobrem nele como personagens. Se descobrem nele como pessoas. Tenho inveja daqueles que pegam um livro e vão para longe, um lugar inexistente ou mesmo um lugar distante daquele onde estão lendo. Tenho inveja daqueles que pegam um livro e conseguem ficar por horas apenas sentados ou deitados nada fazendo, apenas absorvendo palavras. Tenho inveja. Tenho inveja daqueles que leem. E, acima de tudo, tenho saudade. Saudade de quando eu era a invejada. Saudade de Heathcliff e Catherine, personagens que considerei alter-egos por tanto tempo e que hoje se encontram sumidos por aí, talvez encantando outros. Tenho inveja. Tenho saudades. E quero tanto que essa inveja e saudade passe que chega a doer.

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