segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

De cima da pedra mais alta

Sereia bonita sentada na pedra mais alta,tô pensando em me jogar de cima da pedra mais alta.Vou mergulhar,talvez bater cabeça no fundo.Vou dar braçadas remar todos mares do mundo.O medo fica maior de cima da pedra mais alta,sou tão pequenininho de cima da pedra mais alta.Me pareço conchinha ou será que conchinha acha que sou eu?Tudo fica confuso de cima da pedra mais alta.


   Eu tive medo.Tive muito medo daquilo que imaginei que um dia aconteceria.Me prendi as minhas crenças e a todo aquele sentimento para impedir que qualquer coisa ocorresse,mas ocorreu.Mas desta vez ocorreu realmente.Eu estava pronta para que aquele sentimento de depressão tomasse conta do meu corpo e todas as minhas conversas fossem terminar em quão triste eu estava e que me pegasse ouvindo músicas que eu dizia fazer parte da minha trilha sonora...mas a depressão não me pegou.O meu grande medo me pareceu tão pequeno,talvez,estando na pedra mais alta e segundos antes de me atirar de cabeça no imenso mar o medo me pareceu grande,mas agora estando no mar,nadando em suas águas azuis,o medo me pareceu menor.Não menor,ele só está em seu tamanho que lhe diz respeito.
   Estando na pedra mais alta,tudo foi confusão.Tudo o que eu pensava era o quão grande era meu medo de saltar e talvez descobrir que o mar não era tão profundo e me machucar em seu fundo.Tudo o que eu pensava era que eu podia,com grande certeza,me afogar neste mar.Mas não.Eu saltei,e o grande medo visto da pedra mais alta,se tornou pequeno quando eu me joguei abraçando o mar contra meu corpo.E aqui estou,no mar,dando braçadas,remando nesse grande mar do mundo,com um medo do tamanho real:pequeno,bem pequeno.Agora,se eu retornar a pedra mais alta,sei que não posso se quer conseguir ve-lo.
Baseado na música do Teatro Mágico,A Padra Mais Alta

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